Arenas – A onda dos super-estádios.

Estamos às voltas das mais importantes competições esportivas mundiais em nosso país. E para receber tais competições o país se prontificou a construir ou reformar suas velhas arenas, elevando a qualidade dos estádios para níveis mundiais.

Depois de passados alguns anos, pouca coisa foi feita, apesar de grandes projetos terem sido apresentados, a custos altíssimos, principalmente para um país em desenvolvimento, onde falta investimentos em educação e saúde.

Será que realmente seria necessário tamanho investimento na construção de novas arenas esportivas, principalmente depois que a promessa que dinheiro público não seria utilizado nestas construções?

Sabemos que as arenas brasileiras, em sua maioria, encontram-se em péssimas condições. Agora, será que o argumento de necessidade para tais competições não super-estimou nossas necessidades.

O texto Here Come The Super-Stadiums, escrito por Tom Van Riper para a  Forbes.com, trata em 2008, dos novos estádios que estavam em construção na época nos EUA. Fala-se da troca de lugares simples por lugares luxuosos e estádios que parecem shoppings-centers, possibilitando realizar uma grande variedade de eventos. Porém, este luxo tem um preço, que é o aumento do valor médio das entradas,em função de mais camarotes e espaços vip.

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Será que não estamos entrando na onda de Super-estádios?

Estes podem ser de grande utilidade e gerar muitos recursos no futuro, mas tudo isso depende muito de como serão geridos e o local onde se encontram. A pensar para a Copa de 2014, são 12 novos, alguns em locais com pouca ou nenhuma demanda para determinado equipamento. Assim, o montante investido dificilmente será recuperado, tornando o lugar um “elefante branco”.

Outro texto de origem americana, uma revisão feita por Robby Robertson e publicado na The Sport Digest, como o título The Economic Impact of Sports Facilities, trata do investimento público em arenas. Para a realidade do país, EUA, criar estádios em determinadas zonas da cidades, valoriza o local e pode incrementar consideravelmente a economia do local. No entanto é necessário uma melhor avaliação para saber se a economia da cidade ou país comportam tal equipamento, como em São Paulo, onde o S.C. Corinthians, trabalha para construir sua arena, que será utilizada para a Copa em uma cidade que já possui outra, sendo que uma passa por completa reforma.

O esporte e seus equipamentos podem e devem ser utilizados como fontes de receita e desenvolvimento, porém é necessário uma adaptação à realidade local.

Comentem, participem da discussão.

Abraço

Rafael Zimak

 

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