Copa 2014. Problemas e dinheiro público na construção de arenas.

copa 2014

Em 2007 o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, disse que não haveria dinheiro público na construção de arenas. Quase quatro anos depois, o que se observa é que até mesmo estádios particulares contam com essa ajuda.

O Itaquerão foi beneficiado por incentivo fiscal da Prefeitura de São Paulo de R$ 420 milhões, além de cerca de R$ 70 milhões que o governo estadual desembolsará para deixá-lo apto para a abertura da Copa. Sem contar os R$ 65 milhões em isenção de impostos federais. O estádio contará ainda com cerca de R$ 400 milhões de uma linha de crédito do BNDES para a construção das arenas da copa.

Após todo trabalho acima para garantir a engenharia financeira para a construção, resta saber ainda quem arcará com a retirada dos dutos da Petrobrás do terreno do estádio. Segundo a diretoria do clube a obra custará em torno de R$  5 milhões enquanto a empresa projeta um gasto de R$ 30 mi. Segundo a Petrobrás a empresa seguirá a recomendação de não colocar seu dinheiro na obra.

A Arena da Baixada, do Atlético-PR, contará com pelo menos R$ 90 milhões por meio de um mecanismo da Prefeitura de Curitiba, chamado Transferência de Potencial Construtivo (permite edificações acima do padrão da Lei de Zoneamento em troca de repasses financeiros a obras de interesse público) que permitirá ao clube se capitalizar.

No Rio, o MPF quer paralisar a reforma do teto do estádio. Na ação, o MPF pede ainda a reconstrução da marquise antiga, que está sendo demolida, e o pagamento de multas diárias: R$ 500 mil, por dia, se a Empresa de Obras Públicas do Estado (Emop) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) continuarem com a demolição; e  R$ 1 milhão se o teto antigo não for reconstruído.

O orçamento da obra que já foi revisto para cima pode atingir R$ 1 bi e já possui denúncias de super-faturamento.

Além das arenas citadas acima, o poder público assumiu ainda outras arenas. Assim, além do gasto com a infra-estrutura para receber o evento, este sim necessário para o país, o governo gastará alguns bilhões na construção e reforma de arenas, seguindo por um caminho muito diferente do que foi prometido quando se postulou a receber a copa.

Resta saber o que mais veremos até 2014.

Abs.

Rafael Zimak

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